Estádio Municipal do Crato com excelente moldura humana numa tarde solarenga de Outubro, encontravam-se à 5ª jornada o 1º classificado da série C da 1ª divisão distrital da associação de futebol de Portalegre, o FC Crato e o 2º classificado da respectiva série, o Fronteirense separados por 5 pontos.
Estavam reunidos os ingredientes para um bom espectáculo de futebol, a nossa equipa iniciava o jogo com o seguinte onze, Teixeira (5), Clodoaldo (6), Moreira (6), Conchinhas (6), Vítor Silva (6), Pedro Ramos (6), Luís Bagorro (7), Rodrigo Gaúcho (5), Maurício (7), Bily (6), Alemão (6), ficaram no banco Bruno Costa, Sérgio Delgado, Índio (5), Cascavel (6), Robinho (7), Renato Sousa e Santana Maia.
Inicio de jogo muito equilibrado fazia transparecer a excelente organização de ambas as equipas, fortes no jogo a meio campo e na troca de bola, sendo que o FC Crato a ser obrigado a assumir as despesas do jogo até porque jogava perante o seu público.
Foi uma primeira parte como já referimos anteriormente muito equilibrado com sinal mais para o FC Crato, pois desfrutou das melhores ocasiões de golo, ao contrário do Fronteirense que apenas por uma vez incomodou Teixeira, certo é que ia fazendo “mossa”, pois levou com estrondo a bola à barra da baliza cratense.
Nesta 1ª parte nota negativíssima para o árbitro da partida, Sr. Paulo Paiva, pois nunca soube segurar o jogo, começa o “rol” de erros com um cartão amarelo mal mostrado a Maurício logo cedo, em jogada limpa em que o jogador cratense somente jogou a bola, continua com erros atrás de erros, nomeadamente no que toca à disciplina, quis mostrar serviço, pois sim mostrou, mas medíocre, enfim a qualidade deste Sr. não vem só de agora, “Perdoai-lhe Senhor que ele não sabe o que faz……”.
O nulo registava-se ao intervalo da partida.
Segunda parte fazia adivinhar mexidas na estrutura da equipa cratense, e eis que aconteceram mesmo, mas foi com surpresa que vimos ficar nas cabines Alemão, jogador que tem marcado em quase todas as partidas e quanto a nós não esteve mal na 1ª parte, põe-se aqui talvez o cenário de lesão, mas aparentemente parecia estar tudo bem com o jogador, desta feita deu o lugar a Robinho que veio dar muita rapidez ao jogo, nomeadamente nas alas, pois é um jogador bastante tecnicista e veloz, criou algumas jogadas de perigo e arrancou alguns cartões, tendo mesmo estado no lance que originaria a única expulsão do jogo, a acontecer na equipa do Fronteirense, isto à meia hora de jogo.
Já com Cascavel na partida após ter substituído Luís Bagorro (quanto a nós um dos melhores em campo, senão o melhor), o FC Crato continuava a insistir procurando o golo da vitória, que nunca chegou a acontecer, ainda assim Cascavel também trouxe outra dinâmica à equipa, é claramente uma das mais valias deste plantel. A 10 minutos do final da partida Vítor Silva sai, dando o lugar ao “mister” Índio, que talvez se tenha deixado levar pela emoção do jogo e não resistiu ficar no banco, é certo que até final o FC Crato sufocou o Fronteirense (a jogar com 10 jogadores cerca de 20 minutos), mas nunca consegui marcar, terminando o jogo com o mesmo resultado que quando começou, 0-0.
Na nossa opinião a nossa equipa procurou sempre a vitória, isso é um facto, mas hoje faltou um pouco “mais” que tem que se exigir, quando se tem jogadores da qualidade que o FC Crato tem, e sabe que tem, e não precisa que ninguém lhes diga isto, apenas digo isto em jeito de observação, e não de crítica.
É bom lembrar também que do outro lado esteve sempre um Fronteirense muito bem organizado.












